Resistência feminista: antifascismo e heterodissidência. O arquivo Ocampo como arquivo do presente
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-50Palavras-chave:
Antifascismo, Disidencia sexual, Redes, Victoria OcampoResumo
A partir da leitura de uma parte do arquivo de Victoria Ocampo (sua correspondência, seus Testemunhos e certas intervenções na revista Sur compreendidas no período anterior à década de cinquenta), propõe-se a possibilidade de que o feminismo na Argentina, especialmente em sua vertente heterodissidente, tenha tido, historicamente, como condição ética (e inclusive, ontológica) ser antifascista. As hipóteses centrais que percorrem o texto insistem – com o fim de pensar o presente – em que o feminismo da escritora e gestora cultural argentina, Victoria Ocampo, influenciou todos os aspectos de sua vida, incluindo seu trabalho como ensaísta e como diretora da revista Sur, e se construiu como uma identidade fortemente antipatriarcal que teve por condição um antifascismo com matizes antirracistas e que se sustentou sobre uma rede transnacional de mulheres sexualmente dissidentes entre as quais se destacaram: a advogada espanhola Victoria Kent, a pedagoga e filósofa basca María de Maeztu, a poeta chilena Gabriela Mistral e a livreira francesa Adrienne Monnier.
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