Dobras e fronteiras: o lesbianismo como feminismo da periferia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-54


Palavras-chave:

Debates sobre fronteiras, Feminismos, Lesbianismos

Resumo

A relação teórico-política entre feminismo e lesbianismo tem uma história tensa, com discussões que geraram posicionamentos teóricos particulares, num duplo vínculo entre contexto e condições que permitem constituir-se como sujeitos. Ao envolver simultaneamente políticas de pertencimento e exclusão que são palpáveis na formação de grupos diferenciados, as noções de mulher e lésbica são atomizadas em favor de interseccionalidades relacionadas à cor, classe, língua, nacionalidade, orientação sexual e identidade de gênero, entre outras. Partindo das contribuições epistemológicas de pensadoras lésbicas que escrevem a partir do que como Gloria Anzaldúa chamamos de espaços fronteiriços ao debate feminista e decolonial, gostaria de propor outro exercício, nas palavras de Silvia Rivera-Cusicanqui, um exercício de descolonização.

Biografia do Autor

  • Andrea Lacombe, Universidad Nacional de Córdoba – UNC

    Andrea Lacombe é doutora e mestre em Antropologia Social (PPGAS-MN/UFRJ) e realizou pós-doutorado no Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/Unicamp. Desenvolve suas pesquisas nas áreas da antropologia de gênero e sexualidade e dos estudos da dissidência, com um intenso trabalho de campo e reflexão sobre sociabilidades lésbicas, geração, espacialidades e masculinidades dissidentes e religião. É integrante da equipe de aplicação da Lei de Educação Sexual Integral no colégio de aplicação Manuel Belgrano (UNC) e professora de antropologia social na Faculdade de Ciências da Comunicação (UNC).

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Publicado

12-03-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático: Teorias Sapatonas

Como Citar

Dobras e fronteiras: o lesbianismo como feminismo da periferia. (2026). Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 8(23). https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-54