Dobras e fronteiras: o lesbianismo como feminismo da periferia
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-54Palavras-chave:
Debates sobre fronteiras, Feminismos, LesbianismosResumo
A relação teórico-política entre feminismo e lesbianismo tem uma história tensa, com discussões que geraram posicionamentos teóricos particulares, num duplo vínculo entre contexto e condições que permitem constituir-se como sujeitos. Ao envolver simultaneamente políticas de pertencimento e exclusão que são palpáveis na formação de grupos diferenciados, as noções de mulher e lésbica são atomizadas em favor de interseccionalidades relacionadas à cor, classe, língua, nacionalidade, orientação sexual e identidade de gênero, entre outras. Partindo das contribuições epistemológicas de pensadoras lésbicas que escrevem a partir do que como Gloria Anzaldúa chamamos de espaços fronteiriços ao debate feminista e decolonial, gostaria de propor outro exercício, nas palavras de Silvia Rivera-Cusicanqui, um exercício de descolonização.
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