Homens “estranhos”: (im)possibilidades do masculino em Westeros
DOI:
https://doi.org/10.29327/2410051.8.23-62Palavras-chave:
Análise crítica cultural da mídia, As crônicas de gelo e fogo, Game of Thrones, Gênero, MasculinidadesResumo
O objetivo central desta pesquisa consiste em, a partir da trajetória de determinadas personagens masculinas de As crônicas de gelo e fogo (saga literária, de autoria de George R. R. Martin) e Game of Thrones (produção audiovisual decorrente, produzida pela HBO), homens “estranhos” diante de uma masculinidade hegemônica, compreender os sentidos permitidos e interditados ao masculino. A partir das trajetórias de Samwell Tarly, Tyrion Lannister, Varys, Theon Greyjoy e Verme Cinzento, empreendemos uma análise crítica cultural da mídia, ancorada em referenciais caros aos estudos de gênero/das masculinidades e, ao final, percebemos a reiteração de imagens de controle ao redor destes corpos, incapazes, por diferentes razões, de encarnar dado ideal de masculinidade que se faz presente em Westeros e, também, em nossa sociedade não ficcional.
Referências
BUTLER, Judith. Corpos que importam: Os limites discursivos do “sexo”. Tradução de Verônica Daminelli e Daniel Françoli. n-1 edições. Crocodilo edições, 2019.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. São Paulo: Editora Record, 2012.
CONNEL, Raewyn. Masculinidades. Universidad Nacional Autónoma de México, Coordinación de Humanidades, Programa Universitário de Estudios de Género, 2003.
DA ROCHA, Maria Laura Barros et al. Assexualidade em seriados televisivos: uma análise sócio-histórica. REVES – Revista Relações Sociais, v. 3, n. 4, p. 13001-13013, 2020. DOI: https://doi.org/10.18540/revesvl3iss4pp13001-13013.
EVANS, Tania. Cripples and Bastards and Broken Things: Masculinity, Violence, and Abjection in A Song of Ice and Fire and Game of Thrones. 2019. 248 f. Doctoral Thesis (Doutorado em Filosofia). Australian National University. 2019.
GUXÉN, Adria. George R.R. Martin: “Trying to please everyone is a horrible mistake”. 2012. Disponível em: http://www.adriasnews.com/2012/10/george-r-r-martin-interview.html.
JOHNSTON, Susan. Abjection, masculinity, and sacrifice: the reek of death in game of thrones. Men and Masculinities, v. 25, n. 3, p. 459-476, 2022. DOI: https://doi.org/10.1177/1097184X211044184.
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia: estudos culturais, identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. Tradução de Ivone Benedetti. Edusc, 2001.
KIMMEL, Michael S. A produção simultânea de masculinidades hegemônicas e subalternas. Horizontes Antropológicos, v. 4, n. 9, p. 103-117, 1998. DOI: doi.org/10.1590/S0104-71831998000200007
KRISTEVA, Julia. Powers of horror. New York: Columbia University Press, 1982.
LE BRETON, David. A sociologia do corpo. 2. ed. Tradução de Sonia Fuhrmann. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008.
MACHADO, Felipe Viero Kolinski; VELOSO, Kaio Moreira. Game of Nudes: notas sobre a nudez em Game of Thrones. Intexto, Porto Alegre, n. 57, p. 01-26, 2025A. DOI: doi.org/10.19132/1807-8583.57.142348.
MACHADO, Felipe Viero Kolinski; VELOSO, Kaio Moreira. Westeros para além da heterossexualidade: bissexualidade e homossexualidade em As crônicas de gelo e fogo e em Game of Thrones. Galáxia – Revista Interdisciplinar de Comunicação e Cultura, [S. l.], v. 50, n. 1, p. 01-19, 2025. DOI: doi.org/10.1590/1982-2553202568745.
MACHADO, Felipe Viero Kolinski. Homens que se veem: masculinidades nas revistas Junior e Mens Health Portugal. Ouro Preto: Editora UFOP, 2018.
MACHADO, Felipe Viero Kolinski. Notas sobre o martírio feminino em Game of Thrones. E-Compós, [S. l.], v. 25, p. 01-19, 2022. DOI: doi.org/10.30962/ec.2483.
MACHADO, Felipe Viero Kolinski; CARVALHO, Ana Carolina Fonseca. Mulheres “estranhas”: (Im)possibilidades do feminino em Westeros. Esferas, v. 1, n. 32, p. 01-26, 2025. DOI: doi.org/10.31501/esf.v1i32.15461.
MELLO, Anahi Guedes de; NUERNBERG, Adriano Henrique. Gênero e deficiência: interseções e perspectivas. Revista Estudos Feministas, v. 20, p. 635-655, 2012. DOI: doi.org/10.1590/S0104-026X2012000300003.
PRECIADO, Paul. B. Manifesto contrassexual. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: N-1 Edições, 2014
SÁ, Simone Pereira de; CARREIRO, Rodrigo; FERRARAZ, Rogerio. Cultura Pop. Salvador: Edufba, 2015.
VIGARELLO, Georges. As metamorfoses do gordo: história da obesidade no Ocidente; da Idade Média ao século XX. Tradução de Marcus Penchel. Editora Vozes, 2012.
VIGOYA, Mara Viveros. As cores da masculinidade: experiências interseccionais e práticas de poder na Nossa América. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, 2018.
WELZER-LANG, Daniel. A construção do masculino: dominação das mulheres e homofobia. Revista Estudos Feministas, v. 9, p. 460-482, 2001. DOI: 10.1590/S0104-026X2001000200008.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Como Citar
Licença
Copyright (c) 2026 O autor detém os direitos autorais do texto e pode republicá-lo desde que a REBEH seja devidamente mencionada e citada como local original de publicação.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de trabalho(s) científico(s) original(is) pelos autores, na qualidade de titulares do direito de autor do(s) texto(s) enviado(s) ao periódico, nos termos da Lei 9.610/98, implica na cessão de direitos autorais de publicação impressa e/ou digital à Revista Brasileira de Estudos de Homocultura (REBEH), do(s) artigo(s) aprovado(s) para fins da publicação, em um único número da Revista, autorizando-se, ainda, que o(s) trabalho(s) científico(s) aprovado(s) seja(m) divulgado(s) gratuitamente, sem qualquer tipo de ressarcimento a título de direitos autorais, por meio do site da Revista, para fins de leitura, impressão e/ou download do arquivo do texto, a partir da data de aceitação para fins de publicação. Portanto, os autores ao procederem a submissão do(s) artigo(s) à Revista, e, por conseguinte, a cessão gratuita dos direitos autorais relacionados ao trabalho científico enviado, têm plena ciência de que não serão remunerados pela publicação do(s) artigo(s) no periódico.
A Revista encontra-se licenciada sob uma Licença Creative Commons 4.0 Internacional, para fins de difusão do conhecimento científico, conforme indicado no sítio da publicação.
Os autores declaram expressamente concordar com os termos da presente Declaração de Direito Autoral, que se aplicará a submissão caso seja publicada por esta Revista.

