EMERGÊNCIA CLIMÁTICA COMO OPORTUNIDADE PARA TRANSFORMAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CAFÉS NO BRASIL: CONDICIONANTES E POLÍTICAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19093/res19954


Palavras-chave:

Comércio Internacional e Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Atividade Economica Regional: Problemas Ambientais

Resumo

Por meio de fusões e aquisições, o oligopólio que controla o mercado internacional de café expandiu enormemente seu poder, impondo aos países subdesenvolvidos, locus de produção, perdas de participação na cadeia global, com um fator agravante: a cooptação do discurso da sustentabilidade, reduzido ao estabelecimento de selos de suposta responsabilidade socioambiental, continuando a cumprir seu papel de reduzir a renda e reforçar a exploração da natureza e do trabalho no âmbito agrícola. Para compreender os impactos dessas estratégias nas mudanças climáticas e no bem-estar nas áreas de produção, este artigo analisou dados estatísticos de instituições multilaterais de comércio e de certificações de autoadoção, com foco especial no mercado brasileiro. Os resultados indicaram uma baixa taxa de adoção e transferência dos benefícios dos sistemas de certificação da indústria para o nível do produtor, bem como as barreiras tarifárias e não tarifárias impostas pelos países importadores, que representam um bloqueio aos investimentos em agregação de valor nos países produtores. Este artigo discute a transformação de políticas para a construção de arranjos políticos e comerciais emergentes no comércio de café, verdadeiramente engajados com as questões socioambientais de nossos tempos.

Biografia do Autor

  • Rafael Pastre, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
    Economista, Mestre e Doutor em Desenvolvimento Econômico pela  Universidade Estadual de Campinas, tendo cumprido Estágio Sanduíche na Hamburg Universität. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Espaço e Meio Ambiente, especialmente no impacto do agronegócio e da infraestrutura econômica acessória no desenvolvimento econômico e ambiental das regiões rurais brasileiras.  É pesquisador do Grupo de Estudos das Transformações Econômicas e Territoriais - GETETE.
  • Bianca Muniz Corrêa, Universidade Federal de Alfenas
    Mestranda em Economia Aplicada pela Universidade federal de Alfenas, campus Varginha. É Agricultora Familiar, possui certificação no Programa de Desenvolvimento em Gestão e Educação e Cooperativista pela Universidade de São Paulo. Tem experiência em Análise do Mercado Internacional de Cafés e interesse de pesquisa em Práticas Sustentáveis na Cafeicultura, Protocolos ESG, Mudanças Climáticas, Economia Ecológica e Desenvolvimento Regional Sustentável.

Publicado

2026-05-06

Como Citar

EMERGÊNCIA CLIMÁTICA COMO OPORTUNIDADE PARA TRANSFORMAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CAFÉS NO BRASIL: CONDICIONANTES E POLÍTICAS. (2026). Revista De Estudos Sociais, 26(51). https://doi.org/10.19093/res19954