O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA
TECENDO CAMINHOS E LINGUAGENS PARA A AÇÃO DOCENTE
DOI:
https://doi.org/10.51283/rc.30.e21129Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Educação Física Escolar, Estratégias PedagógicasResumo
O aumento do número de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas brasileiras traz desafios à prática docente, especialmente nas aulas de Educação Física, pelas características deste componente curricular e a presença dessa área de conhecimento no campo das linguagens. Este estudo objetivou identificar as dificuldades de professores da rede municipal de Maringá–PR no atendimento a alunos com TEA e propor estratégias pedagógicas que favoreçam o ensino e a aprendizagem desse público considerando as características do transtorno e estratégias pedagógicas aplicáveis à Educação Física Escolar. Trata-se de uma pesquisa de intervenção pedagógica, desenvolvida com onze professores, dividida em três etapas: diagnóstico com questionário, encontros formativos e avaliação do material sugerido. Os dados foram analisados com elementos da análise de conteúdo (Bardin, 2011). Observou-se que a organização didática intencional, aliada ao trabalho em conjunto com o (a) professor (a) de apoio, favoreceu o processo de inclusão dos estudantes com TEA nas aulas de Educação Física. Concluiu-se que recursos visuais, antecipação de ações, comandos curtos, simples e exploração de interesses do aluno (hiperfoco) constituíram estratégias eficazes para reduzir barreiras de comportamento e sensoriais.
Referências
ABREU, Tiago. O que é neurodiversidade? Goiânia, GO: Cânone Editorial, 2022.
ALVES, Maria Luiza Tanure; FIORINI, Maria Luiza Salzani. Como promover a inclusão nas aulas de educação física? A adaptação como caminho. Revista da sociedade brasileira de atividade motora adaptada, v. 19, n. 1, p. 3-16, 2018.
APPOLINÁRIO, Fabio. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2014.
ARAÚJO, Ana Gabriela Rocha; SILVA, Mônia Aparecida da; ZANON, Regina Basso. Autismo, neurodiversidade e estigma: perspectivas políticas e de inclusão. Psicologia escolar e educacional, v. 27, p. 1-8, 2023.
BARDIN, Lawrence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/CONSED/UNDIME, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 10 de fevereiro de 2026.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas. Educacionais Anísio Teixeira. Resumo técnico: censo escolar da educação básica 2021. Brasília, DF: Inep, 2023.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 04 abr. 2024.
CASTRO, Rafael, Fonseca. de. Intervenções pedagógicas: formação pela pesquisa de Sul a Norte do Brasil. Exitus, v. 11, p. 1-16, 2021.
CASTRO, Thiago. Simplificando o autismo: para pais, familiares e profissionais. São Paulo: Literare Books, 2023.
COSTA, Jardel, Meira. Educação física para crianças com TEA. Disponível em: <https://autismoerealidade.org.br/2021/01/30/educacao-fisica-para-criancas-com-tea/>. Acesso em: 04 abr. 2024.
DAMIANI, Magda, Floriana et al. Discutindo pesquisas do tipo intervenção pedagógica. Cadernos de educação FaE/PPGE/UFPel, v. 45, p. 57-67, 2013.
GAIATO, Mayra. S.O.S. Autismo: guia completo para entender o transtorno do espectro autista. São Paulo: nVersos, 2018.
GARROZZI, Gabriel. Vighini; CHICON, José, Francisco. Educação física escolar: inclusão da criança com autismo na escola. Campos dos Goytacazes, RJ: Encontrografia, 2021.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
GUEDES, Tâmara Albuquerque Leite. Principais comorbidades associadas ao TEA e diferenciação com outras síndromes. In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Atenção à pessoa com deficiência I: transtornos do espectro do autismo, síndrome de Down, pessoa idosa com deficiência, pessoa amputada e órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. Transtornos do Espectro do Autismo. Recurso Educativo n.º 5. São Luís: UNA-SUS; UFMA, 2023
GODOY, Arilda Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de administração de empresas, v. 35, n. 2, p. 57-63, 1995.
HOFFMANN, Marilene Valério; OLIVEIRA, Isabel Cristina dos Santos. Entrevista não-diretiva: uma possibilidade de abordagem em grupo. Revista brasileira de enfermagem, v. 62, n. 6, p. 923-927, 2009.
INSTITUTO PENSI. Cartilha DSM-5 e o diagnóstico de TEA: autismo realidade. Disponível em: <https://autismoerealidade.org.br/convivendo-com-o-tea/cartilhas/cartilha-dsm-5-e-o-diagnostico-de-tea/>. Acesso em: 01 abr. 2026.
LOPES, Betina Maria Martins; CABRAL, Fernando Duarte. O papel do profissional de educação física na vida do autista. Revista ibero-americana de humanidades, ciências e educação, v. 7, n. 10, p. 3111-3124, 2021.
MAIA, Juliana; BATAGLION, Giandra Anceski; Zaroellon, MAZO, Janice. Alunos com transtorno do espectro autista na escola regular: relatos de professores de educação física. Revista da associação brasileira de atividade motora adaptada, v. 21, n. 1, p. 15-30, 2020.
CAZE, Gabrielle. O que fazer para diminuir a sensibilidade auditiva de crianças com autismo? Disponível em: <https://genialcare.com.br/blog/sensibilidade-auditiva-criancas-com-autismo/>. Acesso em: 01 abr. 2026.
MANZINI, Eduardo J. A entrevista na pesquisa social. Didática, v. 26/27, p. 149-158, 1990.
NUNES, Débora Regina de Paula; AZEVEDO, Maria Quitéria Oliveira de; SCHMIDT, Carlo. Inclusão educacional de pessoas com autismo no Brasil: uma revisão da literatura. Revista educação especial, v. 26, n. 47, p. 557-572, 2013.
RISSATO, Heloise. Por que o autismo é considerado um espectro? Disponível em: <https://genialcare.com.br/blog/entenda-o-que-e-espectro-autista/>. Acesso em: 01 abr. 2026.
SENA, Bianca. Uchoa.; BARROS, Tricia. de Souza. Hipersensibilidade em crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Revista Foco, v. 16, n. 11, p. 1-17, 2023.
SCHLIEMANN, André. Esporte e autismo: estratégias de ensino para inclusão esportiva de crianças com transtornos do espectro autista. 2013. 55f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Educação Física). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, 2013.
SCHWARTZMAN, José Salomão, ARAÚJO, Ceres Araújo (Orgs.) Transtornos do espectro do autismo: conceito e generalidades. Transtornos do Espectro do Autismo. São Paulo: Memnon; 2011.
TRIVIÑOS, Antônio Carlos. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
TOMÉ, Maycon Cleber. Educação física como auxiliar no desenvolvimento cognitivo e corporal de autistas. Movimento & Percepção, v. 8, n. 11, p. 231-248, 2007.
WEIZENMANN, Luana Stela; PEZZI, Fernanda Aparecida Szareski; ZANON, Regina Basso. Inclusão escolar e autismo: sentimentos e práticas docentes. Psicologia escolar e educacional, v. 24, p. 1-8, 2020.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Como Citar
Licença
Copyright (c) 2026 Corpoconsciência

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
-
A Revista Corpoconsciência da Universidade Federal de Mato Grosso está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional. Baseado no trabalho disponível em https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/index.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).

English 















