ENTRE SÍMBOLOS E SIGNIFICADOS: UMA REVISÃO DAS DIFICULDADES NO ENSINO E NA APRENDIZAGEM DE QUÍMICA
DOI:
https://doi.org/10.26571/reamec.v14.20894Palavras-chave:
Dificuldades de aprendizagem, Ensino de Química, Formação docente, Representações químicasResumo
O ensino de Química, embora essencial para a compreensão da matéria e de fenômenos cotidianos, ainda é frequentemente percebido como complexo e pouco acessível pelos estudantes da Educação Básica. Esse cenário tem sido associado a baixos desempenhos escolares, rejeição à disciplina e aprendizagens sustentadas por memorização. Assim, este artigo objetiva identificar e discutir as principais dificuldades de ensino e aprendizagem em Química apontadas por pesquisas da área de Ensino de Química. Trata-se de pesquisa qualitativa, do tipo levantamento bibliográfico. O corpus foi constituído por produções acadêmicas que discutem obstáculos relacionados à aprendizagem conceitual, à transposição entre níveis de representação química, a limitações matemáticas, ao uso inadequado de analogias e a fragilidades na formação docente. Os resultados indicam que tais dificuldades se articulam ao caráter abstrato e multirrepresentacional da Química e, simultaneamente, a práticas pedagógicas descontextualizadas e transmissivas. Conclui-se que o enfrentamento desses desafios demanda estratégias didáticas que integrem níveis macroscópico, submicroscópico e simbólico, favoreçam contextualização, interdisciplinaridade, mediação docente qualificada e alfabetização científica.
Downloads
Referências
ALBANO, W. M.; DELOU, C. M. C. Principais dificuldades descritas na aprendizagem de química para o Ensino Médio: revisão sistemática. Debates em Educação, [S. l.], v. 16, n. 38, p. 1-23, 2024. DOI: https://doi.org/10.28998/2175-6600.2024v16n38pe16890.
BIZELLI, M. H. S. S. A matemática na formação do químico conteporâneo. 2003. 209 f. Tese (Doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2003. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/fb27967a-c530-4979-a5ce-9817a29650c2. Acesso em: 18 ago. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEMTEC, 2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018.
CARVALHO, H. W. P.; BATISTA, A. L.; RIBEIRO, C. M. Ensino e aprendizagem de química: dificuldades e perspectivas. Experiências em Ensino de Ciências, v. 2, p. 34-47, 2007. Disponível em: https://www.if.ufrgs.br/eenci/artigos/Artigo_ID45/v2_n3_a2007.pdf. Acesso em: 23 jun. 2025.
CRESWELL, J. W. Investigação qualitativa e projeto de pesquisa: escolhendo entre cinco abordagens. Tradução: Sandra Mallmann da Rosa; revisão técnica: Dirceu da Silva. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2014.
FLORIANO, L. S.; RIBEIRO, M. T. D. Narrativas docentes sobre o conhecimento pedagógico do conteúdo (PCK) em aulas de equilíbrio químico. Areté – Revista Amazônica de Ensino de Ciências, Manaus, v. 24, n. 38, e25013, jan./dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v24.n38.4326.
FRISON, M. D.; PINO, J. C. D. Química: Um Conhecimento Científico para a Formação do Cidadão. Revista de Educação, Ciências e Matemática, [S. l.], v. 1, n. 1, 2011. Disponível em: https://publicacoes.unigranrio.edu.br/recm/article/view/1585. Acesso em: 10 set. 2025.
GATTI, B. A. Formação de professores no Brasil: características e problemas. Educação & Sociedade, v. 31, n. 113, p. 1355-1379, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/R5VNX8SpKjNmKPxxp4QMt9M/?lang=pt. Acesso em: 21 ago. 2025.
GOMES, P. H. S.; COSTA, F. E. M. Dificuldades no Ensino Aprendizagem de Química:
Estudo de Caso no 2º Ano do Ensino Médio. Conexões – Ciência e Tecnologia, v. 16, p. 01-09, 2022. Disponível em: https://conexoes.ifce.edu.br/index.php/conexoes/article/download/2163/1603/8561. Acesso em: 7 ago. 2025.
GUIMARÃES, R. A. P.; RIBEIRO, M. T. D. Analogias como recurso didático no ensino de Química: concepções de professores e desafios para a prática pedagógica. In: SILVA, Adelmo Carvalho da; MELLO, Irene Cristina de (org.). Educação em Ciências e Educação Matemática: múltiplas lentes da pesquisa. 1. ed. Curitiba: CRV, 2025. v. 1, p. 103-123. DOI: https://doi.org/10.24824/978652518448.7.
JOHNSTONE, A. H. The development of chemistry teaching: a changing response to changing demand. Journal of Chemical Education, v. 70, n. 9, p. 701-705, 1993. Disponível em: https://doi.org/10.1021/ed070p701. Acesso em: 3 jul. 2025.
LIBÂNEO, J. C. Didática: velhos e novos tempos. Goiânia: Edição do Autor, 2002.
MALDANER, O. A. Formação inicial e continuada de professores de química: professor pesquisador. 4. ed. Ijuí: Unijuí, 2013.
NETA, I. M. C. S. S.; VILANOVA, J. F. Analogias no ensino de química: concepções e práticas assumidas pelos professores de escolas públicas de uma cidade do estado do Piauí. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (CONEDU), 5., 2018. Anais [...]. Campina Grande: Realize Editora, 2018. Disponível em: https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/46340. Acesso em: 20 jul. 2025.
PESCE, M. K.; ANDRÉ, M. E. D. A. Formação do professor pesquisador na perspectiva do professor formador. Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores, Belo Horizonte, v. 4, n. 7, p. 39-50, 2018. Disponível em: https://www.revformacaodocente.com.br/index.php/rbpfp/article/view/62. Acesso em: 25 jul. 2025.
POZO, J. I.; CRESPO, M. A. G. A aprendizagem e o ensino de Ciências: do conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
RIBEIRO, M. T. D. Saberes científicos e pedagógicos de conteúdo expressos por professores egressos do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência em Química da UFMT. 2016. 162 f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade Federal do Pará, Universidade do Estado do Amazonas, Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática, Cuiabá, 2016. Disponível em: https://www1.ufmt.br/ufmt/unidade/userfiles/publicacoes/c3b8e3c09269ed7b2a534c6c8c160faa.pdf. Acesso em: 10 abr. 2025.
RIBEIRO, M. T. D. A formação inicial e iniciação à docência em Química na UFMT: Histórias E Experiências. Revista Prática Docente, [s. l.], v. 4, n. 1, p. 275–301, 2019. DOI: https://doi.org/10.23926/RPD.2526-2149.2019.v4.n1.p275-301.id435. Disponível em: https://periodicos.cfs.ifmt.edu.br/periodicos/index.php/rpd/article/view/562. Acesso em: 11 ago. 2025.
RIBEIRO, M. T. D.; MESQUITA, N. A. S. Paradigmas de formação docente em cursos de licenciatura em química no estado de Mato Grosso. Debates em Educação, [S. l.], v. 16, n. 38, p. e16029, 2024. DOI: 10.28998/2175-6600.2024v16n38pe16029. Disponível em: https://ufal.emnuvens.com.br/debateseducacao/article/view/16029. Acesso em: 22 mai. 2025.
RIBEIRO, M. T. D. Pesquisa em Formação de Professores: trajetória de um professor egresso do PPGE/UFMT. Revista de Educação Pública, v. 34, p. 334-354, 2025. DOI: https://doi.org/10.29286/e80e6f59.
SANTOS, A. O. et al. Dificuldades e motivações de aprendizagem em Química de alunos do ensino médio investigadas em ações do (PIBID/UFS/Química). Scientia Plena, [S. l.], v. 9, n. 7(b), p. 1-6, 2013. Disponível em: https://scientiaplena.org.br/sp/article/view/1517. Acesso em: 24 out. 2025.
SILVA, A. E. L. et al. Reflexões sobre as dificuldades de aprendizagem no ensino de Química. In: CONGRESSO NORTE NORDESTE DE PESQUISA E INOVAÇÃO – CONNEPI, 7., 2012. Palmas. Anais [...]. Palmas: Instituto Federal do Tocantins, 2012. p. 1-8. Disponível em: https://id.ifto.edu.br/index.php/connepi/vii/paper/view/2746. Acesso em: 24 jul. 2025.
SILVA, E. L.; MARCONDES, M. E. R. Visões de contextualização de professores de química na elaboração de seus próprios materiais didáticos. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 12, n. 1, p. 101-118, jan. 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/1983-21172010120107.
SILVA, V. F.; BASTOS, F. Formação de professores de ciências: reflexões sobre a formação continuada. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, v. 5, n. 2, p. 150-188, 2012. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/alexandria/article/view/37718. Acesso em: 27 jul. 2025.
TEODORO, P. V.; RIGUE, F. M.; TEIXEIRA JÚNIOR, J. G. Recursos didáticos no ensino de química: concepções na formação inicial de professores/as. Revista Insignare Scientia – RIS, Brasil, v. 6, n. 6, p. 570-587, 2023. DOI: https://doi.org/10.36661/2595-4520.2023v6n6.13626.
ZUCCO, C. Química para um mundo melhor. Química Nova, v. 34, n. 5, p. 733, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/qn/a/5RhfpdSdN4TM6FRtsRZ7vRn/. Acesso em: 20 jul. 2025.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Como Citar
Share
Licença
Copyright (c) 2026 Maria Eduarda Cosmo de Souza Santos, Mário Marques de Sousa, Karla Katherine Nascimento Calcanhoto, Marcel Thiago Damasceno Ribeiro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Política de Direitos autorais
Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos publicados na Revista REAMEC, atendendo às exigências da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências, enquanto a revista utiliza um modelo de licenciamento que favorece a disseminação do trabalho, particularmente adotando a Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0).
Os direitos autorais são mantidos pelos autores, os quais concedem à Revista REAMEC os direitos exclusivos de primeira publicação. Os autores não serão remunerados pela publicação de trabalhos neste periódico. Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicado neste periódico (ex.: publicar em repositório institucional, em website pessoal, publicar uma tradução, ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial neste periódico. Os editores da Revista têm o direito de realizar ajustes textuais e de adequação às normas da publicação.
Política de Acesso Aberto/Livre
Os manuscritos publicados na Revista REAMEC são acessíveis gratuitamente sob o modelo de Acesso Aberto, sem cobrança de taxas de submissão ou processamento de artigos dos autores (Article Processing Charges – APCs). A Revista utiliza Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0) para assegurar ampla disseminação e reutilização do conteúdo.
Política de licenciamento - licença de uso
A Revista REAMEC utiliza a Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0). Esta licença permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Além disso, permite adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação inicial neste periódico.















































































