FORMAÇÃO DOCENTE, RACIONALIDADE AMBIENTAL E O PROTAGONISMO DOS CATADORES DE RECICLÁVEIS
DOI:
https://doi.org/10.26571/reamec.v14.22077Palavras-chave:
Meio Ambiente, Reciclagem, Catadores, Formação Inicial de ProfessoresResumo
Este artigo trata da formação inicial de professores por meio da integração entre saberes científicos e saberes relativos ao meio ambiente, em especial, a reciclagem de resíduos sólidos e o trabalho dos catadores. O objetivo é descrever analiticamente aspectos de uma pesquisa com 19 estudantes de um curso de licenciatura da Universidade Federal do Pará com foco no desenvolvimento de práticas pedagógicas sustentáveis e contextualizadas na realidade sociocultural amazônica. De natureza qualitativa, os instrumentos utilizados foram aplicação de um questionário, registros de áudios de aulas e rodas de conversas com dois catadores, com o propósito de articular teoria e prática, valorizando os saberes da experiência. Os resultados indicam que os estudantes compreendem o meio ambiente de forma integrada e reconhecem a responsabilidade humana em sua preservação. Contudo, apresentam limitações críticas e estruturais dos problemas socioambientais contemporâneos. Evidenciou-se a fragilidade das políticas públicas de coleta seletiva; a dependência do trabalho informal; a permanência de visões estigmatizadas dos catadores; e a predominância comportamental da educação ambiental, centrada em atitudes individuais e pouca ênfase nas dimensões social e política. Conclui-se que o estudo revigora a integração entre universidade, comunidade e trabalhadores da reciclagem como estratégia pedagógica e social. A formação inicial docente necessita incorporar práticas pedagógicas que integrem conhecimento científico, saberes da experiência dos catadores e realidade social, possibilitando a construção de uma Educação Ambiental crítica, participativa e comprometida com a transformação social.
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